DESTAQUES: Bahia: Exonerado superintendente da SecultBA, Adalberto Santos === 1ª Chamada do Calendário das Artes amplia período de inscrições até 2 de abril === Jequié: "A gestão de Robério Chaves e o enfraquecimento da cultura" - Por Gidásio Silva === Indicador de Preços da Cultura: Divulgada a pesquisa atualizada de valores com base no mês de janeiro === Dia 29/2, às 20h, no CCACM, Temporada Verão Cênico apresenta: “Teodorico Majestade – As Últimas Horas de um Prefeito”, ingressos no local ao preço de R$1. === Dia 30 de março, na Pç. Ruy Barbosa, em Jequié, acontece o I Festival de Arte Popular e Folclórica do Médio Rio das Contas e Vale do Jiquiriça, no dia 27 de abril será a vez de Lafaiete Coutinho receber o festival === Bahia vai ganhar representação da FUNARTE === Jequié: Redes Sociais disparam denúncias de descaso público ===

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Jequié: Diretora de Espaços Culturais da SecultBA rebate acusações do secretário municipal de Cultura, Robério Chaves

Giuliana Kauark sendo recebida em abril de 2010, pelo então secretário de Cultura, Bené Sena.
Utilizando o “Direito de Resposta” concedido hoje pela manhã pela rádio Jequié FM (89,7), no programa “Bom dia Jequié”, a diretora geral de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Giuliana Kauark (graduada em comunicação pela Universidade Federal da Bahia), fez muitos esclarecimentos com relação à gestão das taxas de utilização do Centro Estadual de Cultura ACM, cujo modelo de gestão foi questionado em entrevista concedida ontem (27) pelo atual secretário de Cultura e Turismo de Jequié, Prof. Robério Chaves.
“O funcionamento do Centro de Cultura de Jequié segue uma orientação padrão aplicada à gestão de todos os espaços culturais administrados pela Secult no estado da Bahia. Os valores para à utilização do espaço cultural estão muito bem definidos e são deduzidos percentuais específicos dos borderôs dos espetáculos, uma prática legal utilizada em todos os centros culturais privados ou públicos. O acompanhamento dessa dedução financeira dos borderôs é feito pelos coordenadores dos centros de cultura que, logo em seguida, efetua o depósito dos recursos em conta geral do estado da Bahia. Uma outra categoria que utilizamos, é o “contrato específico de permuta” (serviços), aplicado apenas em situações emergenciais que, de outra forma, demandaria um tempo maior para resolução do problema (citando serviço de reparo realizado recentemente no telhado).
Questionada sobre a manutenção do espaço cultural, Kauark acrescentou: “Estamos trabalhando sempre pela melhoria e manutenção física de todos os espaços culturais geridos pela SecultBA. Estamos solucionando muitos problemas, inclusive, os que foram gerados pela Prefeitura de Jequié na época em que tínhamos uma gestão compartilhada no caso do Centro de Cultura ACM. O estado da Bahia já solicitou a elaboração da planilha financeira ao órgão competente para que seja executada a manutenção do Centro de Cultura de Jequié, a exemplo do Centro de Cultura de Itabuna que terá os trabalhos de manutenção iniciados o quanto antes,” destacou.
Diferente da entrevista ocorrida ontem, com o secretário Robério Chaves, o espaço oferecido pela emissora de rádio, dedicado aos esclarecimentos da diretora de Espaços Culturais da SecultBA, sofreu algumas intervenções da sociedade com o direcionamento de perguntas à servidora pública, que rebateu e desqualificou às acusações desferidas ontem pelo secretário municipal de Cultura e Turismo. (Alysson Andrade)

Lei no site "Gicult" outras informações relacionadas ao assunto: ("Na rádio FM, secretário Robério atira até no pé")

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

“É preciso que a sociedade saiba quais foram os vereadores que votaram a favor do corte no orçamento da SECUT”, alerta secretário

Em entrevista concedida hoje (27) ao programa “Bom dia Jequié” veiculado pela rádio Jequié FM, o secretário municipal Robério Chaves (Cultura e Turismo) falou sobre alguns pontos relacionados à gestão.

Centro Estadual de Cultura ACM:
Depois de ressaltar o seu orgulho em ser um “agente político” e ter passado por alguns órgãos públicos municipais desde a administração Reinaldo Pinheiro, Chaves disparou contra o modelo que vem sendo, supostamente, adotado pelo Centro Estadual de Cultura ACM com relação ao recebimento das taxas originadas da utilização do espaço cultural: “O próprio coordenador do Centro de Cultura (“Billaw”), afirmou em reunião no Conselho Comunitário de Jequié, junto ao promotor Maurício Cavalcante que, esse recebimento financeiro, ocorre no próprio equipamento cultural, com o conhecimento total da SecultBA – (SUDECULT),  o que, do ponto de vista legal, não pode ocorrer. Peço aqui, novamente, providências ao Ministério Público quanto a essa prática grave”, provocou.
“Daqui a pouco, o coordenador do Centro de Cultura pedirá “Direito de Resposta” a essa emissora de rádio. É bom que ele venha com documentos que comprovem que isso não acontece mais no Centro de Cultura”, disparou o secretário.
O titular da SECUT lembrou que esteve em 2011 com o Prof. Albino Rubim (Secretário Estadual de Cultura), em seu gabinete, onde ouviu do gestor estadual promessa de reforma estrutural do Centro Estadual de Cultura – “Estamos até hoje esperando pelo cumprimento da promessa”, cobrou publicamente.

Teatro Municipal de Jequié (Palácio das Artes):
Ainda de acordo com Chaves, em sua entrevista, o Teatro Municipal não está cobrando pela utilização do espaço, porque, segundo ele, ainda não há uma regulamentação para que isso ocorra legalmente, ignorando assim, a existência do Decreto Municipal nº 4865/98, vigente, publicado pelo ex-prefeito Drº Roberto Pereira de Britto, datado de 21 de setembro de 1998, instrumento legal que regulamenta a utilização do Teatro Municipal de Jequié por meio do pagamento de taxas em percentuais na forma do Art.º 9º parágrafo 1; letras a; b; e c, a serem recolhidas automaticamente ao erário municipal por meio de DAM (Documento de Arrecadação Municipal).

Conselho Municipal de Cultura:
Perguntado sobre a atuação do Conselho Municipal de Cultura, Robério Chaves fez criticas a entidade - “Primeiro o Conselho precisa funcionar. Para termos uma idéia, recebemos um comunicado oficial da ASSAM (Associação dos Amigos do Museu Histórico de Jequié), desqualificando a legitimidade do senhor Júlio Fagundes enquanto representante do Conselho indicado pela entidade. Mas o conselho tem pessoas sérias”, minimizou o gestor mencionando nomes de servidores da SECUT que integram ao Conselho.

Perseguição Política:
Sobre a retaliação política à sua gestão na pasta da Cultura, o secretário esclareceu que o órgão sofreu corte de um milhão no orçamento: “É preciso que a sociedade saiba quais foram os vereadores que votaram a favor do corte do orçamento da SECUT. Cortar o orçamento da Secretaria de Cultura e Turismo significa uma grande maldade ao povo de Jequié.” declarou isentando da responsabilidade vereadores integrantes do PMDB.

Plano de Ação 2012 e Candidatura ao Legislativo:
Em aproximadamente 45min oferecidos ao secretário pela emissora de rádio, Robério Chaves não mencionou nada com relação ao “Plano de Ação” do órgão para o ano de 2012, falando apenas da festa junina onde anunciou a programação do evento. Por fim, já em clima de campanha eleitoral, fez esclarecimentos quanto a sua candidatura a um cargo eletivo no pleito de 2012: “Sou partidário e milito no PMDB do deputado Leur Júnior e do Prefeito Luiz Amaral, e sigo orientações desses lideres políticos com a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo. Tenho “ficha limpa” e concorrerei com tranqüilidade”, ressaltou.

Sucessão na gestão da SECUT:
Quanto à sucessão no órgão municipal atualmente conduzido por ele, Robério anunciou que estará se desincompatibilizando do cargo que ocupa na Prefeitura de Jequié até o dia 30 de março, ratificando a indicação do contabilista Irailton Santos para substituí-lo até o final desse ano, quando chegará ao fim o mandato do prefeito Luiz Amaral. “Que as pessoas ligadas ao governo não entendam a indicação de Irailton como uma imposição minha. Se não for Irailton não haverá nenhum rompimento político”, ironizou. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

"Alisson Menezes e a Catrupia" fará apresentação no Festival de Arte Popular e Folclórica em Jequié

Capa do CD recente de Alisson Menezes e a Catrupia
O trabalho do grupo Alisson Menezes e a Catrupia faz um convite à memória de uma geração que conheceu de perto o Reisado, o Bumba-meu-boi, os Côcos de embolada e ativa a curiosidade de outra geração que apenas em raríssimos casos conhece e teve contato com essa cultura popular. O objetivo do grupo nas apresentações é a celebração com o público que vai dos oito aos oitenta anos, ressignificando os elementos do imaginário popular, com o intuito de divulgar e garantir a permanência dessa manifestação tão importante.
O grupo é composto por Alisson Menezes, Flávia Almeida, Daniela Lisboa, Isadora Oliveira e Raphael, que tocando diversos instrumentos de cordas e percussivos, emprestam ainda as suas vozes na interpretação de canções autorais e de domínio público. Contamos ainda com a participação de outros elementos brincantes como o Boi, o cuspidor de fogo e malabarista, e a véa Chica (boneca gigante) que transforma durante todo o espetáculo, o público em parte integrante do elenco, já que os elementos se misturam com a platéia durante toda a apresentação. A apresentação do grupo acontece em Jequié, no dia 30 de março, na praça Ruy Barbosa, a partir das 19h. dentro do I Festival de Arte Popular e Folclórica do Médio Rio das Contas e Vale do Jiquiriça, sob produção de Saldoval Bulhões e Direção de Produção Executiva de Alysson Andrade. A iniciativa idealizada pelo produtor Alysson Andrade conta com o patrocínio do Fundo de Cultura da Bahia e apoio local da Secretaria de Cultura e Turismo de Jequié e Prefeitura de Lafaiete Coutinho.



            

Dica do Enfoque Cultural: “BATUKIM BRASILEIRO - O Canto das Lavadeiras” Coral das Lavadeiras e Carlos Farias - 2002

O patrimônio musical brasileiro ganhou em 2002 mais uma pedra preciosa em seu acervo, desta vez garimpada nas entranhas do Vale do Jequitinhonha: o CD-Livro "Batukim Brasileiro - o Canto das Lavadeiras", produzido pelo cantor e compositor Carlos Farias, com a participação especial do Coral das Lavadeiras, de Almenara (MG).
Com gravação totalmente acústica, a obra resgata em 12 maravilhosas canções o que há de mais belo na música regional do norte/nordeste mineiro: batuque, maracatu, toada, baião, afoxé, roda, semba e chorinho, numa mistura bem tramada de ritmos e versos de influência portuguesa, indígena e africana, revelando a essência da nossa brasilidade. São cânticos de trabalho de antigas lavadeiras, canoeiros e ribeirinhos, cuja origem já se perdeu na memória do tempo. Ele é resultado de pesquisas etnomusicais realizadas pelo compositor nessa interessante região de Minas, a partir de 1985.
O CD vem encartado dentro de um livrete com 52 páginas coloridas, contendo fotos, desenhos e textos em português e inglês, revelando aspectos interessantes do Vale do Jequitinhonha nos campos da história, do folclore, da ecologia e da cultura. Além das lavadeiras e de Carlos Farias, há a participação especial do cantor e humorista Saulo Laranjeira. O disco ainda possui uma faixa interativa, contendo fotos e textos que podem ser visualizados em um computador com recursos multimídia. Um trabalho ousado e surpreendente, que já causou impacto até na Europa: lançado primeiro em Portugal, em março de 2002, “Batukim Brasileiro” vem emocionando as pessoas pela sua beleza e autenticidade.


            

Teatro: “Teodorico Majestade – As Últimas Horas de um Prefeito” promete divertir plateia jequieense

Espetáculo teatral conta a história dos jogos e mazelas de muitos “homens públicos”.
“Teodorico Majestade – As Últimas Horas de um Prefeito”. A peça, que recebeu duas indicações do Prêmio Braskem de Teatro de 2008, traz a história do jogo das mazelas de muitos “homens públicos”, através dos conchavos e falcatruas praticadas na Prefeitura de Ilha Bela, cidade fictícia, que pode estar em qualquer lugar do Brasil.
No enredo, o Prefeito Teodorico Majestade está prestes a perder o seu mandato por causa de denúncias que vieram a público. Diante desta situação, o povo da cidade vai à porta da Prefeitura pedindo sua saída. A Câmara de Vereadores já não o apoia mais. Em meio a esta confusão, uma representante do povo, Maria das Armas, é convidada para uma conversa particular e se torna a última esperança de Teodorico e seus comparsas. Mas será que Maria das Armas vai aceitar um acordo? E Teodorico se mantém no poder? Isso é o que o público vai descobrir com um diálogo leve e bem humorado sobre responsabilidades e cidadania. O espetáculo acontece no próximo dia 29 de fevereiro (quarta-feira), às 20h., no Centro Estadual de Cultura ACM, com ingressos ao preço de R$1.

            

Região: Itabuna vai ganhar Cine Teatro Jorge Amado

O município de Itabuna vai restaurar o antigo "Cine Itabuna", na rua Ruffo Galvão, e transformá-lo no Cine Teatro Jorge Amado.
A proposta da prefeitura é inagurá-lo no aniversário dos 102 anos de Itabuna, em julho, com espaço para 800 pessoas, oferecendo espaço para teatro e projeção de filmes. O teatro Jorge Amado é o resgate de um espaço simbólico de um equipamento historicamente muito querido.
Itabuna ganharia, ao mesmo tempo, mais um espaço teatral e um cinema. Desde o ano passado que a cidade está sem cinema. O último, do Shopping Jequitibá, foi fechado com o avanço das obras de ampliação. O shopping planeja iniciar a construção de novas salas no segundo semestre deste ano.(Pimenta Blog)

            

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Jequié: Secretário Robério Chaves concederá entrevista na segunda-feira (27)

Robério Chaves (ao centro), ladeado pelo Deputado Leur Jr. e pelo Vereador "Gutinha". - Foto de Zenilton Meira.
O secretário de Cultura e Turismo do município de Jequié, Robério Chaves, juntamente com sua equipe técnica, concederá entrevista à rádio "Jequié FM", na manhã da próxima segunda-feira (27), às 7h, durante programa jornalístico veiculado na emissora. A expectativa é que o titular da SECUT apresente à sociedade e comunidade artística local informações oficiais acerca de sua suposta saída do órgão municipal da Cultura e Turismo para candidatar-se ao Legislativo, sucessão no órgão, críticas generalizadas à gestão causada por possível boicotagem governamental e demais assuntos relativos ao setor cultural.

“Reda”: Um controverso modelo de contratação

O “Reda” (Regime Especial de Direito Administrativo) é um modelo de contratação precária, realizada por meio de processo de seleção simples e, desde quando se tornou possível, do ponto de vista legal, essa prática vem sendo adotada em todas as esferas públicas, protelando a realização dos concursos efetivos para preencher as vagas necessárias à prestação dos serviços.
Terceirizar  alguns serviços e repassar outros à gestão de organizações sociais – Oss (As OSs são entidades que recebem recursos do Estado para prestar serviço público, principalmente na área de Saúde. As Santas Casas, por exemplo.) também é outra prática corriqueira na administração pública.
Há alguns anos, o Estado da Bahia anunciou a realização de concurso público para diversas áreas (inclusive para a então recém-criada Secretaria de Cultura). A notícia ganhou capa no Diário Oficial (DOE) e logo veio à conhecida crise da “Marolinha” jogando por terra o sonho de alguns profissionais em se tornar servidor público efetivo, com plano de carreira e direitos que não se pode mexer.
Tomando um exemplo mais recente, o que impede o Estado da Bahia de efetivar por meio de concurso público, o cargo do Representante Territorial de Cultura, já que a função foi criada desde 20 de setembro de 2008 (na gestão Márcio Meirelles), quando 27 candidatos foram selecionados e permanecem desenvolvendo atividades relevantes, especialmente, no interior baiano? 
Pois bem, em nossa opinião, manter a precariedade que é o tal regime especial de contratação, é continuar dando uma facada na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), é retomar a época do “Brasil Império” quando às decisões fundamentava-se na presunção de que a vontade do Imperador confundia-se com a vontade do próprio Estado e, conseqüentemente, com a vontade e interesse coletivo. (Alysson Andrade)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Teatro: “Tabatabá” no Centro de Cultura de Jequié, neste sábado 25

A obra teatral do dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès (1948-1989) é sempre surpreendente e perturbadora. Os jequieense têm, agora, uma boa oportunidade de apreciar mais uma obra do autor de Na Solidão dos Campos de Algodão e Roberto Zucco, assistindo ao espetáculo Tabatabá, direção de Philip Boulay. A peça está em cartaz no Centro Estadual de Cultura ACM, em Jequié,  neste sábado (25), às 20h, dentro do projeto Temporada Verão Cênico, da FUNCEB (SecultBA), com ingressos ao preço de R$1. 
A trama, ambientada na África, gira em torno de dois irmãos que se amam. É uma relação de muita delicadeza, e que também sinaliza para as diferenças culturais. No elenco, em precisas atuações, os atores Mariana Freire e Elmir Mateus representam personagens que não merecem condenação.

Jequé: À frente de mais uma "sinuca de bico"

Prefeito terá que decidir entre os acordos políticos de outrora e a vontade popular.
Na corrida pela indicação de um novo titular para a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o nome do ator, diretor teatral e produtor cultural Astro Brayner desponta com força na preferência entre os artistas e produtores locais. A indicação de Brayner que, certamente, deverá ocorrer até o final desse mês de março, já conta, inclusive, com o aval oficial de algumas autoridades e de pessoas ligadas ao meio político jequieense. Há quem diga que Brayner deveria ter assumido a pasta a partir da saída do musicólogo Benedito Sena do governo, no final de 2010, e, uma nomeação divergente teria sido mais um entre os tantos erros graves do grupo político que conduz a administração municipal.
Diante das articulações internas e do alto desgaste do "Governo Amaral", aqui com relação à gestão municipal da Cultura, a discussão tem colocado o atual prefeito à frente de uma difícil “sinuca de bico”, já que terá que decidir entre os acordos políticos de outrora e a vontade popular (dentre os nomes ligados ao governo municipal), correndo um sério risco de fazer com que a bola errada seja facilmente encassapada, trazendo assim, mais prejuízos e críticas à gestão pública até o último dia do seu governo.  (Alysson Andrade)

Bahia: Exonerado superintendente da SecultBA

Adalberto Santos assumiu a SUDECULT em 2011, com a saída de Ângela Andrade da SecultBA.
Depois de informações veiculadas na imprensa baiana com relação ao cancelamento do processo seletivo da Secretaria Estadual da Cultura (Secult), diante da alegação de um suposto favorecimento de militantes políticos e sindicais, entramos em contato, ontem (23) com o secretário de Cultura, professor Albino Rubim que, por meio de sua assessoria enviou nota ao blog "Enfoque Cultural": "Em virtude dos últimos acontecimentos, informamos que o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Sr. Albino Rubim, aceitou o pedido de exoneração do Sr. Adalberto Santos do cargo de Superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura.
No ensejo, informamos que o processo de avaliação dos critérios de seleção do edital para contratação dos Representantes Territoriais já está em andamento e que em breve será informada a nova data de abertura das inscrições", esclarece.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Artigo: Promessas não poupam palavras, plumas, confetes e serpentinas

Alysson Andrade*
      Aprendemos desde pequenos que mentir é feio, entretanto, desde a emancipação do município de Jequié, durante o governo de Luís Viana (1896-1900), salvo o meu respeito aos homens de bem que integram à nossa memória, não sei bem se na história algum agente político aventurou-se a prometer um helicóptero para transportar combalidos à capital baiana, quando assim, a sociedade necessitasse. O fato é que, ouvindo muitas promessas e firulas de caráter eleitoreiro, desferidas por aqueles candidatos mais criativos, digamos assim, segue o nosso povo a espera de algo que efetivamente se cumpra.
      Depois de alguns contos e "histórias da carochinha" (Chataeu D'Ax, Bramil, Central de Imagens, legalização dos mototaxistas, organização do trânsito e outras tantas lorotas e afins.), em passado recente, precisamente em 13 de julho de 2011, nos deparamos com declarações entusiasmadas do “Governo Amaral” com relação à retomada dos antigos carnavais - “Vamos retomar o Carnaval de Jequié. Ele será diferente. Faremos aqui a festa com bandinhas de sopro e marchinhas. Será tudo nas datas do Carnaval mesmo. Vamos fazer a folia carnavalesca para quem não vai viajar. Já formamos até um grupo de trabalho para organizar a festa de Momo”. E acredite. A informação está até hoje, online, nos arquivos do site oficial da Prefeitura de Jequié para que os internautas do mundo inteiro possam acessar e, se quiserem, por conta e risco, virem curtir a folia prometida.
     A verdade é que, passado o período do carnaval, a tal “celebração Momesca”, ao menos por aqui, não teve sequer os trabalhos de pré-produção iniciados, levando-nos a acreditar que promessas não poupam palavras, plumas, confetes e serpentinas em ano eleitoral.
      Ao fim, nesse quadro de pouca ética e muito blá, blá, blá interesseiro, de quase nenhuma honra nas promessas e  no qual alguns empregados do povo revelam-se péssimos cumpridores de suas obrigações remuneradas, já vimos todos os tipos de ofertas de dias melhores, compromissos firmados e que são logo esquecidos assim que um diploma legitima o mandato. Retomando a arte poética de Gilberto Gil – “Oh Tempo Rei! Transformai as velhas formas do viver”. De mãos, pés e corações calejados depois de viver alguns percalços, em mais de um centenário da nossa história política, o povo já aprendeu a reconhecer quando atiram a esmo em busca do voto a qualquer promessa e, assim, refuta o governo que se funda apenas em aparência e pompa.

*Produtor e gestor cultural

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Jequié: "A gestão de Robério Chaves e o enfraquecimento da cultura" - Por Gidásio Silva

O site Gicult, dirigido pelo professor e ex-diretor municipal de Cultura do município de Jequié, Gidásio Silva, veicula texto datado do último dia 21 de fevereiro, fazendo uma reflexão crítica sobre a situação gestora do órgão de cultura atualmente conduzido pelo professor e desportista  Robério Chaves a partir do ano de 2011, com a saída (a pedido) do musicólogo Bené Sena.
"Percebe-se, portanto, que o setor cultural em Jequié chegou ao fundo do poço do esquecimento e do abandono, servindo apenas para manter o cargo (e o acordo político) de um gestor que demonstra não ter apoio, habilidade e aptidão para a função neste momento de crise. Fala-se que está havendo boicote interno à Secretaria. Se isto está acontecendo, o dirigente que honra seu nome e tem compromisso com a cultura não aceita ficar no cargo em tais condições." sugere o texto.
Acompanhe aqui a íntegra da reflexão de Gidásio Silva.

Por Bené Sena - Em relação ao texto de Gidásio Silva: 
De 2005 a 2010 o setor cultural de Jequié experimentou um avanço nunca visto, culminando com o São Xangô Menino, um marco histórico, fruto de todo o processo que começa no governo do prof. Reinaldo Pinheiro. Tudo foi possível em decorrência da presença de pessoas comprometidas e conscientes da importância da Cultura para o desenvolvimento de um povo. Jequié conhece e sabe quem são estas pessoas. De 2005 até 2010: Vila Junina, Biblioteca, Casa da Itália,Palácio das Artes,Conselho de Cultura, Fundo de Cultura,Coral Municipal, reforma da Casa da Cultura, Núcleo de Dança, Núcleo de Educação Musical, Reda da Cultura,Recriação da Secretaria da Cultura pelo prefeito Luis Amaral que se encarregou de destruí-la transformando-a numa simples diretoria. E´bom lembrar, que muita coisa citada acima, foi realizada na época pela Diretoria de Cultura do Governo Reinaldo Pinheiro. Robério Chaves e os seus diretores, passam por um processo que eu passei, gerado por Eminências pardas que comandam um prefeito sem pulso, incompetente, e fraco. Um processo real de desenvolimento cultural, realizado por muitas pessoas de valor foi abortado.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Brasil: O carnaval da pluralidade e do sincretismo

A "Portela" anuncia o enredo: “E o povo na rua cantando é feito uma reza, um ritual...” O carnaval 2012 dá um show de pluralidade com foco no sincretismo religioso. Isso mostra o quanto estávamos à frente do tempo quando a Secretaria de Cultura e Turismo de Jequié resolveu, em 2010, promover o "São João Xangô Menino", pai do príncipe Obá, o mesmo de Jorge Amado e cantado por Gil, Caetano e os "Doces Bárbaros" (uma típica banda hippie dos anos 1970). Naquele ano, ao pensar o sincretismo no São João de Jequié, o povo só queria mesmo era dançar forró e, por outro lado, a politicagem local só queria tumultuar com requintes de intolerância e pitadas de ignorância.
Naquela ocasião (do São João Xangô Menino), rendemo-nos por ora, a politicagem interna e externa venceu, colocou na parede um governo sofrido de infra-sensibilidade e composto, em sua minoria, por “babacas” que sucumbiram às manobras obscuras e preferiram dá crédito a elas a tomar uma postura sensata e em desfavor do preconceito. Pois bem. Tocando a barca pra frente, pois só assim os filhos de Xangô e os protegidos de São Benedito sabem navegar, ficamos felizes, pois vemos que o nosso país (especialmente em cidades de políticos menos ignorantes) prega o sincretismo religioso e a diversidade na maior festa popular brasileira, o carnaval. Queiram ou não, esse é o Brasil que deve ser apresentado nas escolas públicas e privadas. Retomando Gilberto Gil: “O povo sabe o que quer. Mas o povo também quer o que não sabe,” e o sincretismo (aquele que não prega uma única forma de cultura e sim promove a boa convivência entre elas, pois o Estado é Laico) precisa ser apresentado ao povo, esse é um dos papéis de um órgão público de cultura. Estamos evoluindo para fora do campo da utopia. Parabéns às escolas de samba do Rio e São Paulo! Parabéns ao carnaval 2012! (Alysson Andrade)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Desejamos um bom Carnaval a todos e a todas!

Com a proximidade das festividades de carnaval, o clima de folia já vai tomando conta dos brasileiros e, desta forma, desejamos a todos e a todas um bom carnaval e se for beber, não dirija. (Alysson Andrade)

Jessier Quirino: "Comício em Beco Estreito"

Poeta paraibano Jessier Quirino resolveu aliar poesia e música na sua carreira. Desde 1996, quando lançou Prosa morena, todos os seus trabalhos têm tido este suporte em CD, considerado uma extensão da obra escrita, e, juntamente com o desempenho de palco, ajudaram a firmar seu nome no cenário artístico nacional.
Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.
Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.
Uma ganbiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer
Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão, cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha é essa:
Três promessa por minuto.
Anunciar a chegança
Do corruto ganhador
Pedir o "V" da vitória
Dos dedo dos eleitor
E mandar que os vira-lata
Do bojo da passeata
Traga o home no andor.
Protegendo o monossílabo
De dedada e beliscão
A cavalo na cacunda
Chega o dono da eleição
Faz boca de fechecler
E nesse qué-ré-qué-qué
Vez por outra um foguetão.
Com voz de vento encanado
Com os viva dos babão
É só dizer que é mentira
Sua fama de ladrão
Falar dos roubo dos home
E tá ganha a eleição.
E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa...
É só mergulhar na Brahma
E curtir a posição.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:
Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente".
(Autor:Jessier Quirino - http://www.jessierquirino.com.br/)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Jequié: Integrante do Coletivo Borda da Mata faz críticas a Secretaria de Cultura

Thiago Machado é representante do coletivo "Borda da Mata", um núcleo de produção de eventos que recentemente promoveu show musical na Praça Ruy Barbosa. Em entrevista ao site Jequié Notícias, Thiago fez duras críticas com relação à Prefeitura de Jequié no tocante ao apoio público destinado o setor cultural. "A Secretaria de Cultura de Jequié não funciona devido a questões políticas na gestão administrativa municipal. Quem perde com isso é a população de Jequié que fica alienada pelo pouco que é oferecido em opções culturais. Muitos artistas talentosos da nossa cidade acabam se perdendo no ostracismo, outros largam a profissão por falta de espaço. Para mim, falar em cultura é conotar como oxigênio para uma cidade, algo que se eu fosse esperar por essa Secretaria de Cultura morreria com a falta de ar." desabafou o produtor.
Acompanhe aqui a íntegra da entrevista veiculada originalmente pelo site "Jequié Notícias".

Indicador de Preços da Cultura: Divulgada a pesquisa atualizada de valores com base no mês de janeiro

O Ministério da Cultura (MinC) divulgou ontem, quarta-feira 15, a pesquisa atualizada dos indicadores nacionais de preços da cultura, levantados segundo parâmetros e técnicas de mercado, de acordo com o mês de janeiro, para as cidades de Brasilia e Porto Alegre. A pesquisa, utilizada para lastrear e avaliar propostas candidatas à renúncia fiscal pela Lei Rouanet, foi lançada pelo MinC em outubro do ano passado, e está sendo atualizada a cada mês.
O levantamento detecta os valores médios de 255 itens, entre serviços e mão de obra do universo da produção cultural. Os itens são os mais diversos, abrangendo desde preços de hospedagem, locação de veículos e espaços, frete e alimentação, até preços de mão de obra de cinegrafistas, coreógrafos, diretores e técnicos em variados segmentos.
Os valores apontados constituem-se como referências para o mercado cultural, mas não são preços fixos para as categorias elencadas. De acordo com o secretário Henilton Menezes, da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), do Ministério da Cultura, a proposta não é engessar e sim servir como parâmetro, em torno do qual deverão gravitar os valores aprovados.
Os indicadores resultam do contrato do MinC com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre as fontes consultadas, estão tabelas de sindicatos e associações, de fornecedores e taxas de serviços públicos. (Fonte: Sefic/MinC)
Acesse abaixo os indicadores de preços atualizados:
Serviços
Mão de Obra

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Jequié: Prefeitura Municipal aborta projeto de divulgação do São João 2012 no Carnaval de Salvador e compromete agenda do cantor Rosy

Cantor Rosy quase perde a "alta estação" do Carnaval
De acordo com informações que circularam hoje (15), a Prefeitura de Jequié mais uma vez dá mostras de sua estreita visão gestora ao descartar o projeto de divulgação idealizado pela SECUT, que pretendia desfilar com o cantor jequieense Rosy e Banda no circuito do Carnaval de Salvador, em mini trio elétrico, com o objetivo de dá visibilidade ao São João 2012 do município. 
A importante iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SECUT), que também ocorreu em 2011, tendo a frente o casal Caxangá e Fulô, levou o nome da cidade de Jequié, bem como da festa junina realizada no município que, atualmente, configura-se entre as maiores e bem organizadas celebrações populares promovidas no interior baiano.
O convite do “Governo Amaral” ao cantor, para participar do projeto de divulgação do São João 2012 na capital baiana, levou o artista Rosy a deixar de agendar diversos shows no estado de Minas Gerais, bem como em outros municípios da Bahia e, por muito pouco, dado ao seu prestígio enquanto artista reconhecido em alguns estados da federação, não deixará de se apresentar em outros carnavais, evitando assim, prejuízos pessoais e a todos os profissionais que o cerca.

Bahia vai ganhar representação da FUNARTE

O presidente da Fundação Nacional das Artes (FUNARTE), Antonio Grassi, anunciou que a Bahia vai ganhar uma representação própria da Fundação. A boa notícia foi dada durante o lançamento do Edital de Microprojetos da Bacia do São Francisco no início de fevereiro desse ano, realizado no Palácio da Aclamação. O Edital Mais Cultura – Microprojetos Rio São Francisco é voltado a atividades artísticas e culturais das populações da região da Bacia do Rio São Francisco. De caráter nacional, o edital irá atingir, somente na Bahia, um total de 115 municípios. O ex-ministro Gilberto Gil, fez questão de cumprimentar Antonio Grassi pela iniciativa e confessou ser um apaixonado pelo rio São Francisco.