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sábado, 25 de fevereiro de 2012

“Reda”: Um controverso modelo de contratação

O “Reda” (Regime Especial de Direito Administrativo) é um modelo de contratação precária, realizada por meio de processo de seleção simples e, desde quando se tornou possível, do ponto de vista legal, essa prática vem sendo adotada em todas as esferas públicas, protelando a realização dos concursos efetivos para preencher as vagas necessárias à prestação dos serviços.
Terceirizar  alguns serviços e repassar outros à gestão de organizações sociais – Oss (As OSs são entidades que recebem recursos do Estado para prestar serviço público, principalmente na área de Saúde. As Santas Casas, por exemplo.) também é outra prática corriqueira na administração pública.
Há alguns anos, o Estado da Bahia anunciou a realização de concurso público para diversas áreas (inclusive para a então recém-criada Secretaria de Cultura). A notícia ganhou capa no Diário Oficial (DOE) e logo veio à conhecida crise da “Marolinha” jogando por terra o sonho de alguns profissionais em se tornar servidor público efetivo, com plano de carreira e direitos que não se pode mexer.
Tomando um exemplo mais recente, o que impede o Estado da Bahia de efetivar por meio de concurso público, o cargo do Representante Territorial de Cultura, já que a função foi criada desde 20 de setembro de 2008 (na gestão Márcio Meirelles), quando 27 candidatos foram selecionados e permanecem desenvolvendo atividades relevantes, especialmente, no interior baiano? 
Pois bem, em nossa opinião, manter a precariedade que é o tal regime especial de contratação, é continuar dando uma facada na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), é retomar a época do “Brasil Império” quando às decisões fundamentava-se na presunção de que a vontade do Imperador confundia-se com a vontade do próprio Estado e, conseqüentemente, com a vontade e interesse coletivo. (Alysson Andrade)

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