Alysson Andrade*
Aprendemos desde pequenos que mentir é feio, entretanto, desde a emancipação do município de Jequié, durante o governo de Luís Viana (1896-1900), salvo o meu respeito aos homens de bem que integram à nossa memória, não sei bem se na história algum agente político aventurou-se a prometer um helicóptero para transportar combalidos à capital baiana, quando assim, a sociedade necessitasse. O fato é que, ouvindo muitas promessas e firulas de caráter eleitoreiro, desferidas por aqueles candidatos mais criativos, digamos assim, segue o nosso povo a espera de algo que efetivamente se cumpra.
Depois de alguns contos e "histórias da carochinha" (Chataeu D'Ax, Bramil, Central de Imagens, legalização dos mototaxistas, organização do trânsito e outras tantas lorotas e afins.), em passado recente, precisamente em 13 de julho de 2011, nos deparamos com declarações entusiasmadas do “Governo Amaral” com relação à retomada dos antigos carnavais - “Vamos retomar o Carnaval de Jequié. Ele será diferente. Faremos aqui a festa com bandinhas de sopro e marchinhas. Será tudo nas datas do Carnaval mesmo. Vamos fazer a folia carnavalesca para quem não vai viajar. Já formamos até um grupo de trabalho para organizar a festa de Momo”. E acredite. A informação está até hoje, online, nos arquivos do site oficial da Prefeitura de Jequié para que os internautas do mundo inteiro possam acessar e, se quiserem, por conta e risco, virem curtir a folia prometida.
A verdade é que, passado o período do carnaval, a tal “celebração Momesca”, ao menos por aqui, não teve sequer os trabalhos de pré-produção iniciados, levando-nos a acreditar que promessas não poupam palavras, plumas, confetes e serpentinas em ano eleitoral.
Ao fim, nesse quadro de pouca ética e muito blá, blá, blá interesseiro, de quase nenhuma honra nas promessas e no qual alguns empregados do povo revelam-se péssimos cumpridores de suas obrigações remuneradas, já vimos todos os tipos de ofertas de dias melhores, compromissos firmados e que são logo esquecidos assim que um diploma legitima o mandato. Retomando a arte poética de Gilberto Gil – “Oh Tempo Rei! Transformai as velhas formas do viver”. De mãos, pés e corações calejados depois de viver alguns percalços, em mais de um centenário da nossa história política, o povo já aprendeu a reconhecer quando atiram a esmo em busca do voto a qualquer promessa e, assim, refuta o governo que se funda apenas em aparência e pompa.
*Produtor e gestor cultural
Depois de alguns contos e "histórias da carochinha" (Chataeu D'Ax, Bramil, Central de Imagens, legalização dos mototaxistas, organização do trânsito e outras tantas lorotas e afins.), em passado recente, precisamente em 13 de julho de 2011, nos deparamos com declarações entusiasmadas do “Governo Amaral” com relação à retomada dos antigos carnavais - “Vamos retomar o Carnaval de Jequié. Ele será diferente. Faremos aqui a festa com bandinhas de sopro e marchinhas. Será tudo nas datas do Carnaval mesmo. Vamos fazer a folia carnavalesca para quem não vai viajar. Já formamos até um grupo de trabalho para organizar a festa de Momo”. E acredite. A informação está até hoje, online, nos arquivos do site oficial da Prefeitura de Jequié para que os internautas do mundo inteiro possam acessar e, se quiserem, por conta e risco, virem curtir a folia prometida.
A verdade é que, passado o período do carnaval, a tal “celebração Momesca”, ao menos por aqui, não teve sequer os trabalhos de pré-produção iniciados, levando-nos a acreditar que promessas não poupam palavras, plumas, confetes e serpentinas em ano eleitoral.
Ao fim, nesse quadro de pouca ética e muito blá, blá, blá interesseiro, de quase nenhuma honra nas promessas e no qual alguns empregados do povo revelam-se péssimos cumpridores de suas obrigações remuneradas, já vimos todos os tipos de ofertas de dias melhores, compromissos firmados e que são logo esquecidos assim que um diploma legitima o mandato. Retomando a arte poética de Gilberto Gil – “Oh Tempo Rei! Transformai as velhas formas do viver”. De mãos, pés e corações calejados depois de viver alguns percalços, em mais de um centenário da nossa história política, o povo já aprendeu a reconhecer quando atiram a esmo em busca do voto a qualquer promessa e, assim, refuta o governo que se funda apenas em aparência e pompa.
*Produtor e gestor cultural
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